CUIDADO: crise de asma grave pode causar óbito
A morte da escritora Fernanda Young que sofreu um parada cardiorespiratória e faleceu no último domingo (25), chama atenção para a asma, uma doença provocada por fatores alergênicos (elementos que irritam o sistema imunológico como ácaros, poeira, mofo, fumaça, poluição e algumas substâncias químicas) que desencadeiam a inflamação dos músculos pulmonares.
“O paciente asmático morre por asfixia numa crise de asma grave, levando a uma parada cardíaca, caso não receba um tratamento adequado e urgente”, alerta o pneumologista e coordenador do Serviço de Pneumologia do Hospital da Bahia (HBA), João Moysés.
Os principais sintomas que caracterizam uma crise são: lábios e rosto de cor azulada, dificuldade para respirar, pulsação rápida , tosse com ou sem secreção , sonolência grave ou confusão mental, ansiedade grave e sudorese. Essas manifestações podem acusar um quadro crítico que precisa ser rapidamente avaliado pelo pneumologista.
O Ministério da Saúde estima que essa dificuldade respiratória acometa 20 milhões de brasileiros, sendo que 20% dos casos são considerados graves, ou seja, os sintomas são mais agressivos e a sensibilidade aos gatilhos da doença é maior. O diagnóstico da asma é clínico, ou seja, é feito por meio da identificação dos sintomas, mas caso seja necessário, o médico pode pedir um exame chamado Prova de Função Pulmonar para eliminar qualquer dúvida existente sobre o diagnóstico.
O ideal é fazer o monitoramento constante da doença. “o paciente asmático deve priorizar uso de medicações broncodilatadoras e anti-inflamatórias inalatórias diárias, medidas de higiene ambiental, evita contatos com alérgenos, cuidado com o frio e procurar sempre seu pneumologista”, afirma o médico João Moysés.
Fonte: Radar Bahia




